icone menu

Artigos

Ansiedade

Por Douglas Brito
Mulher pensando ´E se´

É possível diminuir a ansiedade

Como escapar das armadilhas da mente que, diante do desconhecido, cria pensamentos negativos e gera ansiedade.

Problemas se resolvem com ação.

Para se livrar da ansiedade, primeiro é preciso entendê-la. A ansiedade é o resultado de um processo de aceleração da mente. Ela é desencadeada pelo contato com o novo, com o desconhecido que, geralmente, representa uma ameaça à nossa estabilidade. Ao preferir o conhecido, a mente cria a ilusão de que temos de controlar tudo. Inflige-nos a obrigação de antecipar os acontecimentos, como se isso fosse nos livrar de todos os males. Quando as sensações de instabilidade e de insegurança são classificadas na mente como algo desagradável, das quais temos que nos livrar, começam a surgir os quadros ansiosos. Pensamentos negativos, associados à sensação de perigo iminente, agitação e inquietação, são algumas  das tensões psíquicas.


Imaginemos uma pessoa que vai fazer uma entrevista para um novo emprego. Ela não conhece o entrevistador, nem a empresa, não sabe exatamente o que deve falar para obter o emprego, e nem tem como obter estes dados na véspera. A mente começa: o que devo falar? como será o entrevistador? qual será o perfil da empresa? e começa a acelerar em busca das respostas que não tem. Dá-se o looping da ansiedade. Quanto mais a mente não acha respostas no pensamento, nas experiências anteriores, mais se acelera, mais busca o controle e mais se acentua a sensação de pressa. Assim, os sintomas da ansiedade vão se impregnando sobre o indivíduo e prejudicam seu rendimento na entrevista.


Como, então, diminuir ou eliminar os efeitos dilacerantes da ansiedade? É preciso diminuir a atividade mental, o que gera uma sensação de paz de espírito e de calma. Algumas dicas:
Respire fundo, lenta e compassadamente pelo maior tempo que for capaz. Ajuda a desacelerar fisiologicamente o cérebro e, por conseqüência, a mente.


Entenda que, diante de um problema novo, a solução não está na mente, no pensamento, mas no fato em si.
Quando for possível, procure entender o novo, aumente as suas informações e seu conhecimento sobre ele. Não busque referências anteriores, isto aumentará a ansiedade. Se não for possível olhar para o problema (como no exemplo da entrevista), procure não pensar nele, tente distrair a mente.


Aceite conviver com a insegurança quando ela surgir, não queira se livrar dela, não tenha pressa. Quanto mais você aceitar conviver com a insegurança, mais calmamente ela irá embora e mais a sua mente se acalmará. Quanto mais você tentar se livrar dela, mais ela se tornará ansiedade.


Não se deixe enganar pela mente. Quando ela ficar buzinando que o pior vai acontecer, use palavras mágicas: seja o que Deus quiser, dane-se, e por aí….


Mente acelerada é mente desequilibrada. Para livrar-nos da ansiedade, devemos aprender a escapar do seu domínio.

 
Psicanalista Douglas Brito

Artigos recentes

Mulher com sacolas de compras
Compulsão por compras

Oniomania – é o nome clínico deste transtorno psicológico, mais conhecido como consumismo compulsivo. Esta patologia – compulsão por compras foi considerada uma doença apenas recentemente, na década de 1980. Não existem estudos que comprovem as causas dessa doença, mas há algumas possibilidades. Uma delas está relacionada com a história comportamental da família do indivíduo. […]

Máscara pendurada no guidão da bicicleta
Isolamento social: equilibrando o corpo e a mente

As atividades de entretenimento e os exercícios físicos contribuem com o bem-estar durante o confinamento As medidas de isolamento social recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conter a propagação do novo coronavírus impuseram uma nova rotina a milhões de pessoas. A interrupção do convívio social e a necessidade de implementar cuidados rigorosos com […]

Jovem distraído na escola
Inquieto ou Hiperativo

Qual a diferença entre a agitação natural das crianças e o transtorno de déficit de atenção? Certos sintomas de desatenção e hiperatividade ansiosa podem ser considerados normais em crianças que acabaram de passar por situações traumáticas como a perda de uma pessoa querida ou alguma frustração importante. Nesses casos, em geral as manifestações são passageiras. […]

Escreva um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *