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Desviando a Atenção

Por Douglas Brito

Um dia… aconteceu a primeira crise de pânico. A partir daí você está sempre alerta, preocupado em evitar tudo o que possa evocar aquela situação tão difícil e penosa. Por vezes você até consegue, mas estímulos internos e externos inerentes ao dia-a-dia da vida, se apresentam o tempo todo. E vem o pensamento: será que vou ter aquilo novamente? Para interromper o processo ascendente que o “medo do medo” dispara, existe um poderoso recurso, possível de ser aplicado antes que se instale a crise propriamente. Consiste em deslocar o foco de atenção, interferindo no mecanismo pensar sobre estar com medo, que nesse momento funciona como um grande potencializador da ansiedade.

Na verdade, trata-se do exercício de “desviar a atenção” que se baseia num princípio muito simples que é o fato de não conseguirmos prestar atenção integralmente em duas coisas diferentes ao mesmo tempo.

Portanto, quando você se perceber levantando hipótese sobre o que pode acontecer no futuro próximo (vou passar mal? vou ter uma crise? vou desmaiar? vou morrer?…), interponha-se nessa circularidade, mude o foco de sua atenção e concentre-se em algo que o mantenha no presente concreto. Selecione atividades simples, mas o suficiente para prender a atenção, sem exigir que se pense muito. Por exemplo: contar de trás para frente, de três em três ou de quatro em quatro, exercitar a respiração diafragmática, tentar falar com alguém pedindo informações… (exemplos já utilizados, com sucesso, por pessoas que vivenciaram a SP).

A dica é: apesar da ansiedade, mantenha-se ativo e não concentre sua atenção nas alterações do seu corpo. Lembre-se que as crises de pânico são apavorantes mas não são perigosas.

 

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