Artigos

O medo da desconexão

Por Douglas Brito
Desconexão

Ao longo da história, passamos por várias mudanças sociais, pessoais, culturais, filosóficas, enfim, tudo sempre mudou e no último século, estas mudanças vem acontecendo com muito mais rapidez e intensidade; uma coisa não mudou e nem mudará: o interesse do ser humano em se adaptar e feliz por sair na ‘vanguarda’ do que há de mais moderno no mundo…. seja com roupas, comportamentos, palavras novas que fazemos malabarismos nas estruturas das frases – faladas ou escritas para as encaixarmos, também nas manifestações artísticas, seja na música, nos filmes mais conceituais, queremos ser os descolados!

O top do momento é a área tecnológica: queremos, precisamos, necessitamos urgentemente saber qual o aplicativo do momento que facilitará a nossa vida, que nos tornará mais evoluído no meio dos mortais que nos cercam e eis que são tantos que não conseguimos nem nos manter atualizados, tornou-se uma busca desmensurada e quando notamos, estes mesmos aplicativos que nos libertam de problemas diários, nos aprisionam, principalmente porque nem conseguimos utilizar tantos.

E as redes sociais?? Qual seria a melhor definição para elas? A resignificação do sofrimento? Na minha opinião, nunca nos sentimos mais aprisionados do que estamos agora. Eu tenho acompanhado a evolução e o desenvolvimento destas redes; no começo, com a internet, havia um temor coletivo de que pudéssemos ficar escravos dos computadores, sem contatos sociais presenciais, o tempo passou, a evolução das redes passaram a possibilitar mais contatos, reencontros entre amigos afastados, grupos que pertenciam à determinada escola/época, um sem numero de relações criadas e recriadas, foi uma fase fantástica e continua sendo, mas estamos enfrentando uma nova fase de tudo isso: o descontrole coletivo, gerando problemas de diversas ordens. As pessoas não conseguem mais desconectar, sempre querendo saber quem quer falar com ela, quem mandou mensagem (que nunca foram tão urgentes!!), o que está acontecendo no mundo virtual, afinal, não podemos ficar desinformados, já que as informações são muitas e velozmente repassadas. Me pergunto, o que pode acontecer se durante uma sessão de cinema ou teatro, desligamos o celular, como sempre é solicitado? Não funcionará mais? Os aparelhos novos não vem mais com o botão liga/desliga (on/off)? E esta necessidade –excessiva de informações causam problemas que precisam ser avaliados e entendidos como similiares às dos dependentes químicos ou outras dependências.

Artigos recentes

Ansiedade

É possível diminuir a ansiedade   Como escapar das armadilhas da mente que, diante do desconhecido, cria  pensamentos negativos e gera ansiedade. Problemas se resolvem com ação. Para se livrar da ansiedade, primeiro é preciso entendê-la. A ansiedade é o resultado de um processo de aceleração da mente. Ela é desencadeada pelo contato com o […]

Somos inteiros ou apenas fragmentos?

Somos inteiros ou apenas fragmentos? Saia um pouco da rotina e pense em como anda sua vida… Neste exato momento em que você lê este artigo, você está fazendo quantas coisas mais? Quantas coisas existem na sua mesa? Quantas preocupações existem em sua mente? Quantas coisas pra fazer mais tarde… Quantas coisas que você deixou […]

Entrevista
Geração tarja preta

Douglas é entrevistado pela Metropole Magazine para o artigo “Geração Tarja Preta”. Clique aqui para ler

Escreva um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *